terça-feira, 14 de julho de 2020

Blog?

Mas professora o que é blog? http://www.youtube.com/watch?v=X5GlHTfDNa0 Assista ao vídeo e veja.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Transformar é Aprender


O aprender humano é o resultado das experiências, pessoais e impessoais, essas vão sendo adquiridas no cotidiano, quando observamos, ouvimos, experimentamos, lemos e até sonhamos. Os conhecimentos são transmitidos pela a família, amigos, professores, livros, mídia entre outros, ou seja, de qualquer pessoa ou leitura podemos extrair informações e experiências para ampliar ou confirmar nossos saberes.

O educar se faz necessário na construção da identidade do aluno, para que esse desenvolva habilidades para se tornar um cidadão capaz de encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais tornando-se realizado e produtivo. Tais habilidades são de compreensão, emoção e comunicação.

“Na educação - nas organizações empresariais ou escolares - buscamos o equilíbrio entre a flexibilidade (que está ligada ao conceito de liberdade) e a organização (onde há hierarquia, normas, maior rigidez). Com a flexibilidade procuramos adaptar-nos às diferenças individuais, respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, integrar as diferenças locais e os contextos culturais. Com a organização, buscamos gerenciar as divergências, os tempos, os conteúdos, os custos, estabelecemos os parâmetros fundamentais. Avançaremos mais se soubermos adaptar os programas previstos às necessidades dos alunos, criando conexões com o cotidiano, com o inesperado, se transformarmos a sala de aula em uma comunidade de investigação.” MORAN, JOSÉ MANUEL


A aquisição da informação, dos dados dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do professor - o papel principal - é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los.

Aprender depende também do aluno, de que ele esteja pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para incorporá-la vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal - intelectual e emocional - não se tornará verdadeiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente.

Não podemos dar aula da mesma forma para alunos diferentes, para grupos com diferentes motivações. Precisamos adaptar nossa metodologia, nossas técnicas de comunicação a cada grupo. Tem alunos que estão prontos para aprender o que temos a oferecer. É a situação ideal, onde é fácil obter a sua colaboração.

Outros alunos, no início do curso podem estar distantes, mas sabendo chegar até eles, mostrando-nos abertos, confiantes e motivadores, sensibilizando-os para o que eles vão aprender no nosso curso, respondem bem e se dispõem a participar. A partir daí torna-se fácil ensinar.

Existem outros que não estão prontos, que são imaturos ou estão distantes das nossas propostas. Procuraremos aproximá-las o máximo que pudermos deles, partindo do que eles valorizam, do que para eles é importante. Mas se, mesmo assim, a resposta é fria, poderemos apelar para algumas formas de impor tarefas, prazos, avaliações mais freqüentes, de forma madura, mostrando que é pelo bem deles e não como forma de vingança nossa. O professor pode impor sem ser autoritário, sem humilhar, colocando as tarefas de forma clara, calma e justificada. A imposição é um último recurso do professor, não primeiro e único. Sempre que for possível, avançaremos mais pela interação, pela colaboração, pela pesquisa compartilhada do que pela imposição.



Texto inspirado no artigo do autor: MORAN, José Manuel,"Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias:Transformar as aulas em pesquisa e comunicação presencial-virtual

http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm